palavra pra que te quero

Wednesday, August 03, 2011

Desejo
Nem cinzas sobrassem desse corpo. Nem cinzas, dessa passagem nula. E o nada como ninho de retorno,abrigo manso, amigo. Amor. Pouso de um errar solitário por aí que, sim, leva a nada: circular de espirais que se abrem e fecham e brincam comigo. Ao nada me conduzem e me sussurram, a modo de criança pequena: quieta, quieta.Não te movas e te acalmes, que isso, essa dor, não é nada.Falta pouco, é tão breve.Não chora mais, não pensa, não crê.Dorme suave, que aqui te queremos. Não é nada. Acaba.

0 Comments:

Post a Comment

<< Home