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A curva deu no mesmo lugar.
Pétala a pétala dos convites recusados,
à margaridinha das incertezas
restou o talo verde, sequioso.
Flores murcham em silêncio.
E silêncio é a resposta, na forma espelhar de um encontro cruel com a própria face. Mesmo ele, a mais bem vinda das companhias. Um ouvido paciente e infinito, atento e vigilante. É preciso sabedoria para ter suas respostas, que também o silêncio sabe ter voz de caminho. Quando a sabedoria escapa, e a impaciência toma seu precioso lugar? E escurece tudo, quando não é mais tempo de impaciência, que ficou pra outros verões e outonos? A juventude desaba, esbraveja que nunca se foi. Nada quer com o silêncio. É urgente mudar de vida.

