palavra pra que te quero

Thursday, January 09, 2014

Pour réveiller

Novo Ano, um dígito no lugar de outro. Somente. Somente aqui, como incontáveis madrugadas. Anda, resume tudo para que eu acredite. Tudo é o círculo, sem fim nem começo, nada mais que vertigem. Infinitamente fracionados, segundos quebram e colam, as horas trocam-se umas por outras, as mesmas pelas mesmas. Morrer e nascer num mesmo suspiro, ir e voltar em um mesmo momento, perder e ganhar se equivalem. As curvas se encontram, se olham, nos confundem, quem foi, quem ficou. Volta acaba recomeça acaba. E no entanto, o amor: não há contrapartida, contrário, espelho. Não tomba e levanta, não passa e volta. O amor? Não disseram? Esse engana os giros. Tudo fica. O círculo não fecha. Novo ano, um dígito no lugar de outro.