We never had Paris
Paris, Paris. Um coração de lá não retornou e vaga etéreo pela rue saint André des arts. Década feita e o coração permanece lá. A moça floresceu no início daquele outono? Stembro. Ainda paira a dúvida. Outono de douradas folhas secas. Adornam o ar, fazem leitos pelo solo. A moça não floresceu, mas desfolhou tal qual outono. O encantador melancólico outono. Paris seria outono para ela. A moça retorna, dá a face a dez outros outonos. Sem coração, sem pátria, sem leito de amarelas folhas. Um corpo através do tempo, um tempo cravado no corpo. E o velho coração naquela cidade. Tantos anos e a viagem era a o presente de despedida perfeito. Ela nunca soube. Mas disse adeus, sim,adeus ao velho coração de primavera e flores que não conheceu. Que fique lá, não importa mais. O peito oco já não reclama. Despeça -se dela, portanto. Não leve mais dez anos. Diga adeus e vá embora, que o coração está longe, nunca voltou. Não importa mais nada. Diga adeus e vá embora.


